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sábado, 25 de agosto de 2007

Victor Lages

Nada

Olho,
E o que vejo não quero ver,
tudo é vão!
Nada existe, a não ser mente.
Procuro,
mas quanto mais procuro,
menos vejo.

Como posso compreender.

Tudo é pensamento,
tudo são memórias,
nada mais existe
para quê procurar o que não se encontra.
O espaço e o tempo
estão sempre em movimento,
a impotência é total!

O princípio e o fim, ai estão!


Não sei quem sou,
não sei o que faço
e o que faço,
não sei para que serve.

Tudo o que fiz
faz parte do passado,
não me importa o que foi feito,
foi feito
porque era preciso fazer.

Vou continuar
a fazer coisas,
não importa o quê,
porque o que for feito
para nada serve,
porque não sei,
Quem sou.





HR Giger

Hans Ruedi Giger nasceu no cantão de Chur, de Grisons, (Suiça) a 5 de Fevereiro 1940, é pintor, escultor e desenhador.
É surrealista. Desenha formas biomecânicas perfeitas. A sua arte é sensual e mórbida.
É o criador do alienígena do filme “Alien” (sua obra mais famosa).
Cria seres orgânicos, frios e minimamente detalhados.
Os seus trabalhos passam pelo erotismo sinistro, com apelo magnético e obscuro. Resgatou com as suas obras o género futurista, de adoração às máquinas, mas com uma roupagem gótica.
Fascinante, sedutor e mórbido.





Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan é um artista italiano nascido em Pádua, Itália, em 1960.

É provavelmente mais conhecido palas suas esculturas satíricas e controversas, particularmente La Nona Ora (A nona hora), fazendo o papa João Paul II a ser golpeado por um meteorito.

Cattelan não estudou em escola de arte, é autodidata.

Fez um catálogo do seu trabalho que emitiu às galerias e esta promoção deu-lhe uma abertura no seu projecto e na arte contemporânea.

Criou uma escultura de uma avestruz com a cabeça enterrada na terra. Vestiu-se com roupa usada e colocou uma cabeça gigante de Picasso e afixou um galerista de Milão numa parede com fita adesiva, além de outras irreverências.

Durante este período criou também a fundação de Oblomov.

Mais recentemente, Cattelan licenciou-se como curador.

Reside na vila do leste de New York, mas mantém a sua base em Milão.

Criou um local chamado "Alimento Permanente" que inclui imagens roubadas de outros locais.

Cattelan já mostrou o seu trabalho em muitas exibições e Bienais em várias partes do mundo.






Manuel Marques Cunha

De génese autodidata, Manuel Marques Cunha (Olen/Nelo Cunha) nasceu em Aveiro em 1964.

Colaborador de agências publicitárias (Audiodecor, Publicações M4 e Danfil) nas áreas de Design, Maquetismo e criação de logotipos ou simbologia publicitária.

Curso de Formação Profissional de Pintor-Decorador Cerâmico (Nível 3) tendo exercido a actividade artística laboral na prestigiada Cerâmica Aleluia em Aveiro. Desenvolvimento de trabalhos artísticos nas áreas da azulejaria clássica (correntes estéticas do Romantismo, Realismo Paisagístico, Naturalismo, Arte Nova e Cercaduras Clássicas).

Curso de História da Azulejaria em Portugal (Partex - CPS - Fundo Social Europeu).

Curso de Design e Comunicação - Artes Gráficas (ARCO - Centro de Arte e Comunicação Visual - Lisboa).

Curso Superior de Design Multimédia - WEB Designer (CESAE - Universidade de Aveiro).

Licenciatura em Belas Artes pela ESBAL

Membro associado da Instituição Académica da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA-Lisboa), em parceria artístico-cultural com o Centro Nacional de Cultura e Fundação Calouste Gulbenkian.

Membro associado da ANAP (Associação Nacional dos Artistas Plásticos - Porto), em parceria com o Comité Nacional Português para a AIAP (Associação Internacional dos Artistas Plásticos) e UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Membro participante no II e III Congressos Nacionais dos Artistas Plásticos, organizados pela ANAP no Porto.

Membro associado da SAI (Society for Art of Imagination) - Londres - Inglaterra.

Apresentador-Monitor de Belas Artes do Programa "Quartas de Cultura" no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro (organizado pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro).

Colaborador dos jornais Diário de Aveiro e Campeão das Províncias na área da História da Arte.
Gerente-Comercial da Moldurstudio, Lda (Estúdio de Arte, Atelier e molduramento) - Gafanha da Nazaré e Aveiro.

A sua obra "OBERION" foi publicada na famosa revista espanhola Bellart-Bellas Artes (Ediciones Jardin, SL-Madrid - para a Europa e América Latina) tendo sido galardoada com o 1º Prémio.

Obras representadas no espólio cultural e artístico da Câmara Municipal de Aveiro, Casa-Museu de Estarreja, Centro Cultural da Gafanha da Nazaré-Ílhavo, Casa da Cultura de Paranhos-Porto, Fundação Mapfre Vida-Espanha, Fundação Dionísio Pinheiro-Águeda, Centro UNESCO-Porto, Fundação Engenheiro António de Almeida-Porto e em colecções particulares em Portugal, Espanha, Brasil, EUA, Suiça, Inglaterra, Alemanha, Luxemburgo, Canadá, Venezuela, Ilha da Madeira, Macau e África do Sul.







Paula Rego

Paula Figueiroa Rego nasceu em 1935 em Lisboa. Partiu em 1954 para frequentar a Slade School of Art em Londres. Casada com um inglês permaneceu em Inglaterra, onde fixou residência, desde 1976. As suas raízes trazem-na regularmente a Portugal onde exibe com frequência.
Reconhecida internacionalmente, foi considerada, em Inglaterra, um dos quatro melhores pintores vivos do mundo.

“Pinto para dar uma face ao medo”






quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Magnus de Monserrate

Nasceu em Angola, reside em Paço de Arcos e tem o seu atelier em Oeiras.
Fez com distinção o curso de pintura decorativa da Escola C.I. Artur da Paiva em Angola.
Aos 23 anos muda-se para Itália onde permanece durante quase 20 anos e frequenta a Academia de Belas Artes em Brera em Milão e vários estúdios de artistas contemporâneos, entre os quais o de Vincenzo Gatto, realizando então exposições de grande impacto.
As suas obras estão representadas em diversas colecções públicas e privadas, nomeadamente em: Roma, Milão, Génova, Sanremo, Los Angeles, Woshington D.C. (Casa Branca), Brasil e Portugal.





Gustavo Fernandes

Nasceu em Lisboa em 1964. Viveu 13 anos no Canadá, nos períodos de 1975/1979 e 1981/1989.
Frequentou a Escola de Belas Artes Mission Renaissance, o programa de Artes Plásticas e Gráficas do Dawson College e os cursos «Drawing from the Artist within» de Betty Eduards e «The Natural way to Draw» de Nicolïdes, em Montréal.
No interim da sua permanência de dois anos, em Portugal, trabalha sob orientação do retratista Francisco de Oliveira.
Os seus primeiros contactos com os meios artístico e cultural desenvolvem-se em Montréal, onde leva a cabo as suas primeiras exposições (Galerie Triolet e La Bourse d?Art).
Regressa definitivamente a Portugal, em 1989, instalando as bases do Atelier de desenvolvimento Artístico - Galeria dos Arcos (Oeiras) que irá consolidar em 1992.
Em 1993, é co-fundador do Grupo Artitude (com Luís Vieira-Baptista, Magnus de Monserrate e Victor Lages), que se extingue em 1996.
As suas actividades cultural e artística profissional, no mercado, autonomizam-se e evoluem, desde então, sem que, todavia, perdesse os contactos individuais e afectivos que emergiram das mais gratificantes sinergias do Grupo.





Margarida Cepêda

Margarida Cepêda, nasceu a 12 de Abril de 1959 em Lisboa e é considerada como muitos a sucessora do Mestre Lima de Freitas.
Por cá, pouco conhecida (“lobbies oblige”) mas lá fora com uma projecção invejável, Margarida Cepêda, recupera os valores femininos, pinta a polaridade feminina de forma mágica e “combate” com as suas obras o abafamento da pintura figurativa, tem vindo a marcar pontos, tanto mais que sabe e sente o simbolismo como ninguém.

Iniciou os seus estudos no Centro Infantil Hellen Keller, passou pela Escola António Arroio e mais tarde pelas Belas Artes, onde a temática do simbolismo não era bem vista, mas, Margarida Cepêda com um belíssimo sentido prático “aproveitou” esta passagem para adquirir a técnica que hoje faz dos seus quadros obras reconhecíveis à primeira vista, inequívocas e únicas.

No ano de 1983, começou a pintar profissionalmente e tem realizado imensas exposições sempre com um enorme sucesso.

Tem como referência fundamental na pintura Leonardo da Vinci, mas Georges de La Tour, Turner e Friedrich como paisagistas foram fortes influências para Margarida Cepêda, assim como Manet e uma boa parte dos pintores pré-rafaelitas, Blake, os Simbolistas, Gustav Klimt, a pintura de Mucha, e a escultura de Rodin e Brancuzzi.




Luís Vieira-Baptista

Nasce em Lisboa, em 1954, no dia 15 de Fevereiro.
Começou a expor individualmente em 1975, num local nascido para o jogo, o que, de certa maneira, o fez logo perceber que os dados estavam lançados num tabuleiro artístico onde o “ croupier” dá pelo nome de “ marchand”. Foi no Casino Estoril.
Dez anos depois foi para a Suiça, país onde as paradas são mais elevadas e onde, curiosamente, não são permitidos casinos.“
A Vida é um Jogo” foi o nome da exposição em Toronto, no Canadá, decorrida durante a sua permanência em terras helvéticas. Para esta partida levou um truque na manga: o VISIONISMO.
Apresentou-se em seguida no Mercado de Nova Iorque, perante um público sempre aberto a novidades; o seu contentamento com a sua obra foi tal que obrigou o seu agente (outro sinónimo de croupier ou marchand), a desaparecer com as suas 19 telas para parte tão incerta que hoje, passados 16 anos, ainda não o encontrou!
Em 1991 apresentou o seu visionismo em Portugal, numa mega exposição com mais dois artistas, no Convento do Beato, em Lisboa.
Daí para a frente muitas mais apresentações foram feitas, sendo de destacar o seu regresso a Nova Iorque para nova jogada.
No ano de 2003 fez uma escultura junto à praia de Santo Amaro, em Oeiras e foi obsequiado pela Câmara local com a medalha de mérito, grau ouro, por serviços prestados ao concelho e ao país.






Cruzeiro Seixas

Cruzeiro Seixas nasceu na Amadora, Portugal, em 1920.Pintor autodidacta, integra no final dos anos 40, o Movimento Surrealista Português, sendo actualmente considerado um dos seus máximos expoentes.Com uma figuração ímpar de criatividade, os seus desenhos, de exímia execução técnica, revelam-nos um eterno universo envolto em mistério e em poesia. É através dos seus personagens e dos textos que vai publicando, que Cruzeiro Seixas se assume como o criador desse maravilhoso onírico cujas figuras antropomórficas, em jogos eróticos por vezes exacerbados, nor remetem para a dor da solidão ou para a alegria de um fulgurante amor, constituindo assim, um resgate à Vida, simultaneamente agressivo e sensual.Com uma paleta diversificada, é de referir, no entanto, o uso da linha curva, sugestiva e provocatória; das insinuantes mutações dos corpos; das paisagens reveladoras de ambiências solares ou lunares. Os seus desenhos, são igualmente narrativas do desenlace e dessa sua mágoa, mágoa perfeita do saber urdido na solidão e na paixão. Este é o universo plástico “cruzeiriano”: fascinante, inovador, único.

Até quando
sementes
estaremos entregues
a este passar sobre a terra
exausta de nos esperar?
Até quando havemos de sonhar
ser flor e fruto
e não a dor infinita da morte
do teu olhar?